Portadores de talassemia podem ser vacinados contra a COVID-19?

Imunizantes já estão sendo aplicados no país

Em janeiro de 2021, a vacinação contra a COVID-19 passou a ser realizada em todo o Brasil. Inicialmente, apenas alguns grupos prioritários estão sendo imunizados, mas o objetivo é que todos os brasileiros recebam a vacina.

Porém, por ser algo novo, muitas dúvidas passaram a surgir quanto à segurança e eficácia das vacinas, assim como se determinadas pessoas, como pacientes com doenças crônicas, poderiam receber o imunizante.

Já está cientificamente comprovado que as vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), no momento Coronavac e Oxford-Astrazeneca, são seguras e eficazes no combate à COVID-19.

Com essa primeira pergunta respondida, agora vamos para a segunda: portadores de talassemia podem ser vacinados? A resposta é SIM!

De acordo com o Dr. Nelson Hamerschlak, coordenador do Departamento de Onco-Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein, as vacinas contra a COVID-19 que concluíram os estudos fase 3 poderão ser usadas neste grupo da população.

Elas utilizam vírus inativados (Coronavac) ou vírus like particle, cujas plataformas de fabricação têm sido usadas há décadas em outras vacinas, como influenza, hepatite B e HPV, e que fazem parte do programa de revacinação pós-transplante de medula óssea, por exemplo. Já aquelas que usam o vetor viral não replicante (Oxford-Astrazeneca) também estão devidamente estudadas.

“Pacientes de talassemia, assim como a população em geral, devem ser vacinados com qualquer um dos imunizantes de COVID-19 aprovados pelos órgãos competentes, tão logo se tornem disponíveis. É aconselhável avaliar a resposta imunológica à vacinação. Entretanto, a presença de anticorpos anti-SARS CoV-2 pós-vacinação não indica relaxamento nas medidas preventivas, como o uso de máscaras, álcool em gel, lavagem das mãos e distanciamento social”, diz o Dr. Nelson.

O médico também reforça que “coquetéis oferecidos por alguns médicos com cloroquina, azitromicina e ivermectina não têm comprovação científica e não devem ser utilizados de forma indiscriminada”.

Fonte: Equipe de Comunicação Abrasta