Leia também reportagem do ComCiência , jornal da Unicamp, de 08/11/2004.
HEMO 2004
Simpósio Satélite ABRASTA: 250 especialistas se atualizaram na terapia quelante
O Simpósio Satélite ABRASTA no HEMO 2004, no dia 6 de novembro, teve lotação máxima: reuniu 250 pessoas, que tiveram a oportunidade de assistir à apresentação do reconhecido hematologista Victor Hoffbrand, do Royal Free Hospital, em Londres (Inglaterra). O HEMO 2004 foi organizado pela Sociedade Brasileira de Hematologia e pelo Colégio Brasileiro de Hematologia.
Hoffbrand, que participou pela primeira vez de um congresso científico brasileiro a convite da ABRASTA, falou sobre os novos quelantes orais em pesquisa, o ICL 670A e o GT56-252. “A terapia quelante oral é muito mais fácil para o paciente administrar e obedecer do que as infusões diárias, que envolvem os atos de preparar o remédio e injetá-lo na pele. Além disso, é provável que a terapia quelante oral, a deferiprona, seja superior à desferoxamina injetável em relação à extração de ferro do coração”, explica Hoffbrand.
O professor doutor Fernando Costa, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) apresentou uma visão geral sobre o diagnóstico molecular e os estudos genéticos em talassemia no Brasil.
Já o doutor Nelson Hamerschlak, hematologista do Hospital Albert Einstein, trouxe os avanços do protocolo de avaliação de ferro cardíaco e pancreático por ressonância magnética em pacientes com Talassemia Major. A avaliação é importante para estabelecer qual a melhor terapia quelante para cada paciente. O protocolo foi anunciado na 4ª Conferência Internacional de Talassemia da ABRASTA.
O exame de ressonância magnética para avaliação de ferro em talassêmicos era inédito no país até o início desse estudo, em maio de 2004. Com esse protocolo, sem custo para os pacientes, o Brasil entra para um seleto grupo de países que oferecem esse tipo de monitoramento: Inglaterra, Itália, Grécia e Estados Unidos.
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