Depoimentos

 


Luiza
Aos 25 anos, quando fui doar sangue, descobri que tinha anemia e, após essa descoberta, fiz exames mais completos, descobrindo que tinha Talassemia Minor (traço talassêmico).

Quando meu marido e eu resolvemos nos casar, perguntei a ele se já tinha tido anemia, e a reposta foi não, portanto, erroneamente, pensamos que ele jamais pudesse ser portador da Talassemia Minor.

Infelizmente, a maioria dos médicos desconhece esta doença.

Tivemos uma filha, a Aline, que não tem talassemia, e após um ano e 10 meses, tivemos outra linda filha, a Luiza, que nasceu em parto normal, com 4.350 quilos, um bebê maravilhoso!

Aos sete meses e meio, descobrimos que a Luiza tinha Talassemia Major. Ficamos enlouquecidos! Durante muitos dias, tudo ficou preto e branco, sem cor mesmo! Foi muito, muito triste, pois não sabíamos nada a respeito da Talassemia Major, e a última coisa que queremos é ver nossos filhos sofrerem.

Foi então que descobrimos a ABRASTA, que felizmente existe, e pudemos entender que essa é uma doença controlável e que depende de nós, os pais, ensinar nossos filhos a conviver com esta doença da melhor forma possível, principalmente sendo muito, muito positivos.

Começamos o tratamento muito cedo, pois a ABRASTA nos indicou uma médica maravilhosa, a Dra. Sandra Loggetto. Hoje, a Luizinha tem três anos, é muito alegre, sapeca e feliz. Com certeza, ela é a maior lição de vida que pude ter, pois ela nos ensina todo dia que a vida é linda, sem limitações e merece ser vivida da melhor forma possível.

Desde muito jovem, sempre desejei ter filhos e agradeço a Deus todos os dias pelas minhas lindas filhas, porque a experiência de poder amar incondicionalmente é maravilhosa. Vale a pena!

Depoimento escrito por Ana Lúcia Bertola, mãe da Aline e da Luiza, portadora de Talassemia Major.