ASH 2004Adaptado de Peter Emanuel, do “Ash News Daily” Com o título “Ajuste Genético em Hematopoiese: Novas Lições da Talassemia, o dr. Doug Higgs, do hospital Joh Radcliffe, no Instituto Weatherall de Medicina Molecular em Oxford, mostrou ao público do 46º Encontro Anual do ASH (American Society Hematology) como a compreensão da talassemia continua a evoluir. Por cinco décadas, hematologistas têm ser orgulhado de ter descoberto a síntese da hemoglobina e, com isso, compreender os princípios gerais que controlam a manifestação do gene, antes mesmo do que qualquer outra especialidade tenha feito. Assim, ao descobrir e entender como os genes são trocados nas células hematopoéticas e ao decifrar o ajuste dos genes alfa e beta, será possível explicar a manifestação de diferentes formas de talassemia. Assim como no passado, essas novas investigações sobre recombinação genética têm implicações para outras doenças genéticas que vão muito além da hematologia. E parece que o futuro está chegando mais cedo do que se pensa. O dr. Ryan apresentou os esforços de sua equipe em corrigir a talassemia beta pela recombinação homóloga em células-tronco embrionárias. Anteriormente, ratos talassêmicos já haviam sido gerados ao se concentrar na deleção do gene em genes de beta-hemoglobina de ratos adultos. Neste estudo, Ryan e seus colegas derivaram células-tronco embrionárias da beta-hemoglobina e produziram ratos mutantes geneticamente idênticos ao injetar células-tronco embrionárias dentro do embrião tetraplóide (que possui um número de cromossomos quatro vezes maior que o normal). Os resultados demonstraram que uma severa hemoglobinopatia pode ser curada após a substituição do gene mutante por um gene selecionado pela recombinação homóloga em células-tronco embrionárias. Desta forma, mais uma vez, a área de hematologia tem iluminado o caminho na investigação científica e provado que o futuro pode estar mais próximo do que imaginamos. Então, não é mágica, é real e é boa ciência. |